(49) 3675.0011 contato@somor.com.br
12/julho/2019

Pão na chapa

O tradicional companheiro do desjejum

“Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa / Uma boa média, que não seja requentada / Um pão bem quente, com manteiga à beça…” já cantava Noel Rosa, nos versos de “Conversa de botequim”.

Pão bem quente, com manteiga à beça, e, de preferência, na chapa. Assim começa o dia de muitos brasileiros, acompanhado pelo tradicional alimento.

No princípio era o pão

A origem do pão remete à região da antiga Mesopotâmia, onde atualmente está situado o Iraque. Segundo os historiadores, as pessoas utilizavam pedras para moer os grãos de cereais e, misturando com água, obtinham uma massa que era cozida sobre o fogo. Mas foi no antigo Egito que surgiu o pão fermentado, semelhante ao que comemos hoje. O pão já era consumido pelos egípcios por volta de 4.000 anos a.C. e pagava os salários aos camponeses.

O pão chegou à Europa por meio dos gregos. Eles não apenas atribuíram a origem do alimento aos deuses, e deram a ele um caráter sagrado, como também foram responsáveis pela instituição das padarias como estabelecimentos comerciais públicos. E isso foi passado pelos helenos aos romanos.

Por volta de 500 a.C., foi criada em Roma a primeira escola para padeiros, tendo o pão se tornado o principal alimento daquela civilização, preparado em padarias públicas. Com a expansão do Império Romano, o hábito de consumir pão foi difundido por grande parte da Europa.

Após a queda do Império Romano, na Idade Média, as padarias europeias desapareceram e o pão voltou a ter preparação doméstica na maior parte do continente. Já na Idade Moderna, foi a vez de a França tornar-se destaque mundial na atividade da panificação ao desenvolver técnicas aprimoradas na preparação do produto.

O pão chegou ao Brasil trazido pelos portugueses, na época da colonização. Antes dele, os alimentos consumidos no país eram o biju de tapioca, a farofa ou o pirão. A popularidade do produto aumentou a partir do século 19, com a chegada dos italianos e com a industrialização, quando a panificação se expandiu por aqui.

O hábito de comer pão francês nasceu no início do século 20. A origem exata do pão francês é desconhecida, mas atribui-se à elite brasileira, que viajava a Paris e de lá teria trazido um pão pequeno e de casca dourada, precursor da baguete, e mandado os padeiros copiarem em terras tupiniquins.

Não se sabe ao certo como surgiu o consumo do pão na chapa, mas o fato é que o alimento é um clássico do desjejum nacional. Mais do que isso, pão na chapa com café na padaria não é apenas uma refeição, é um ritual.

O item é amplamente consumido nas padarias em diferentes versões: com miolo ou sem, com manteiga ou requeijão, prensado. Conheça algumas variedades:

A tradicional

A clássica versão é feita com generosa quantidade de manteiga e pão francês tostado na chapa quente.

Em canoa

Feito com pão cortado e sem o miolo, conhecido como canoa por ter o formato parecido com a embarcação. Esta é a opção com menos recheio.

Com a manteiga na chapa

A manteiga é jogada direto na chapa, vaporiza e entra pelo miolo do pão. Ao ser acrescentado o requeijão, forma uma crosta dourada e crocante.

Na saída

Apenas o pão é tostado na chapa e só a caminho do balcão é acrescentada a manteiga na massa ainda fumegante.

Seja no balcão da padaria, na clássica combinação com média – ou café puro –, seja nas mesas com a família, num café da manhã aos fins de semana ou para a viagem na correria cotidiana, o pão na chapa é o companheiro fiel das manhãs de muitos brasileiros.

© 2017 Sociedade Moageira Riqueza Ltda. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por: